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O que é a depressão clínica? Como diagnosticar?

Muito se fala sobre a depressão, talvez por ser a doença mental que mais afeta a população ativa atualmente. Porém, apesar de toda a informação disponível, 20% dos casos clínicos de depressão se tornam crónicos por falta de tratamento ou devido ao tratamento inadequado (OMS, 2000).

Convém reforçar que a depressão faz parte de um subgrupo dos transtornos do humor que é definido como um estado afetivo durável que se carateriza pelo comportamento e eficácia no modo do indivíduo reagir ao ambiente, às pessoas e aos acontecimentos. É a reação que temos aos mais diferentes acontecimentos com alegria, tristeza ou indiferença. Esta reação pode concetualizar-se em variados graus de felicidade, satisfação, tristeza, indiferença, irritabilidade, entre outros.

Classificação

A depressão pode ser subdividida de acordo alguns critérios que prendem-se aos sintomas do paciente:

  1. O curso (designa o número de episódios depressivos, que pode ser um episódio único ou mais de um).
  2. A intensidade e duração dos sintomas;
  3. A predominância de alguns sintomas;
  4. A época de início ou surgimento de episódios.

No que se refere à intensidade dos sintomas depressivos podemos classificar a depressão em: Leve, Moderada e Grave. Depressões leves com durações longas de episódios são designadas de Distimia, enquanto que as depressões com qualquer intensidade por tempo mais curto são designadas apenas por Transtorno Depressivo. Sintomas moderados e graves descrevem a chamada Depressão Major.

Os subtipos de depressão são designados de acordo com o conjunto predominante de sintomas:  a)Depressão Melancólica com predomínio de sintomas vegetativos com insónia e inapetência e características circadianas (pior pela manhã);  b)Depressão atípica com sonolência excessiva e aumento do apetite;  c)Pseudo Demência com sintomas de prejuízo cognitivo; d)Depressão Psicótica com a presença de delírios e/ou alucinações.

Por último, alguns episódios aparecem em épocas determinadas, como a depressão sazonal e a depressão pós-parto.

Depressão clínicaDiagnóstico

O diagnóstico da depressão é clínico, portanto apenas pode ser realizado por um profissional na área da saúde mental. Os pacientes descrevem redução das atividades diárias, falta de iniciativa, fadiga, tristeza, baixa autoestima, insegurança, alterações do sono e apetite,  isolamento social, perda do prazer na realização de algumas atividades, entre outras.

Os pacientes deprimidos podem ainda demonstrar alterações da atenção e concentração, o pensamento pode estar com curso lentificado, sem alteração da forma e com conteúdo depressivo de menos valia, de culpa e até de suicídio. Pode haver alteração de senso-perceção (alucinações). A aparência e a higiene pessoal pode ser descuidada, além de estabelecer pouco contato visual, cabeça baixa e lentidão psicomotora. Estes sintomas podem variar de paciente para paciente.

O tratamento poderá inclui a psicoterapia e a utilização de fármacos. Diversas abordagens psicoterapêuticas podem ser utilizadas de acordo com a gravidade do quadro e suas características, a história dos sintomas e da presença de fatores stressantes. Abordagens cognitivo–comportamental é a mais utilizada com diversas pesquisas que atestam a sua eficácia no tratamento da depressão. As abordagens sistémicas e construtivistas (além de outras) podem também ser úteis neste tratamento.

Se tem alguns destes sintomas ou conhece alguém que tenha, procure orientação de um profissional da saúde mental. A Depressão tem tratamento, mas o diagnóstico e o acompanhamento deve ser realizado por profissional habilitado.

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