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Ansiedade de Separação na Infância

A ansiedade de separação é caracterizada por uma ansiedade excessiva na criança em relação ao distanciamento das figuras significativas, não ajustada ao período de desenvolvimento da criança e que se prolonga por um período mínimo de um mês.

As crianças com Ansiedade de Separação, quando ficam sozinhas, temem perder ou que algo de mal possa acontecer às principais figuras de vinculação. Como consequência, evidenciam um comportamento de apego e preocupação excessiva em relação a estes. Em casa, para dormir necessitam de companhia e resistem ao sono, que experienciam como separação ou perda de controlo, nalguns casos o sono é perturbado pela presença de pesadelos que envolvem o tema da separação.

A recusa escolar também é bastante comum nestas crianças, sendo muitas vezes confundida com a Fobia Escolar. Embora deseje frequentar a escola e demonstre boa adaptação prévia, a criança apresenta intenso sofrimento quando precisa afastar-se de casa. Quando percebe que seus pais vão se ausentar ou o afastamento realmente sucede, manifestações somáticas de ansiedade, tais como: dor abdominal, dor de cabeça, náusea e vómitos são comuns. Estes sintomas prejudicam o desenvolvimento ajustado da criança, causando um grande stress pessoal e familiar.

Dicas de estratégias

Algumas estratégias podem ajudar a lidar com o problema:

  1. Procure compreender o que poderá ter causado a ansiedade de separação, bem como o que a está manter e tente resolver com base nestas informações;
  2. Mantenha a rotina. Procure transmitir segurança à criança através de um contexto tranquilo e previsível, com rotinas e regras bem claras;
  3. Dê espaço para a criança expressar o que sente e auxilie na criação de estratégias para lidar com o que está a sentir, encorajando-a;
  4. Ajude-a a perceber gradualmente que consegue ficar sem os pais ou figuras de vinculação e que estes irão sempre vir ao seu encontro;
  5. É fundamental que procure controlar a sua própria ansiedade. Descontrolo e desespero prejudicam ainda a situação.
É importante fixar que se precisar de ajuda não deve hesitar em consultar um psicólogo. Estudos indicam que a presença de ansiedade de separação na infância é um factor de risco para o desenvolvimento de diversos transtornos na vida adulta.

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Comportamentos Agressivos e Birras na Infância: O que fazer?

Os comportamentos agressivos na infância podem ocorrer quando a criança sente frustração ou necessidade de comunicar que algo não está bem. Na verdade é a expressão de emoções não organizadas e assimiladas pela criança que acabam por utilizar a impulsividade como forma de aliviar o que sentem. No entanto, a criança não expressará raiva e sim sentimentos como insegurança, mágoa, frustração, medo, etc. Nesta perspectiva, estes comportamentos resultam de um défice nas estratégias e recursos pessoais que poderiam ser acionadas face à situações que exigem da criança respostas mais adaptadas.

Birras, gritos, choros, pontapés são comportamentos comuns nas crianças mais agressivas, tão comuns quanto o pedido de apoio dos pais e relatos de que “já não aguento mais” ou “não sei o que fazer com o meu filho”. Vale ressaltar que a criança poderá está a provocar o adulto com o intuito de que este possa intervir e ajudá-la a controlar o seu impulso agressivo, pois a própria ainda não sabe como agir perante situações de descontrole emocional.

Os motivos pelos quais estes comportamentos inadaptativos ocorrem podem ser de diversas ordens e não há uma ação de causalidade-efeito direta que melhor justifique. Mas, poderemos listar as causas mais comuns, tais como: ausência de limites e regras (ou são poucos claros e consistentes); excesso de limites, falta de atenção parental, dinâmica familiar conflituosa, ambientes familiares disfuncionais, separação dos pais, negligência, nascimento de um irmão, stress diário (crianças sobrecarregadas de atividades), problemas de saúde, falta de afeto, etc. Tais situações surgem como fatores de risco no desenvolvimento ajustado das crianças e limitam o desenvolvimento de competências sociais, emocionais e comportamentais fundamentais nesta fase do desenvolvimento.

É importante que os pais tenham em atenção o aumento da agressividade na criança e tente compreender o que poderá está na origem do problema. Na verdade, os pais tornam-se elementos basilares neste processo ao contribuir para que a autonomia e o autoconhecimento sejam fatores marcantes no seu desenvolvimento, privilegiando simultaneamente na relação a compreensão e a aceitação de regras e limites, quer na  díade parental, quer no seu contexto social imediato, no caso a família e a escola. 

Deixamos aqui algumas dicas para ajudar a lidar com o problema. Mas, lembre-se de que não há receitas prontas, cada caso é um caso e tentar compreender a atitude da criança é sempre o mais importante.

  1. Não perder o controlo: Tente ser firme e acolhedor quando falar com a criança. Isto ajudará a explicar que as atitudes e os comportamentos dela não terão o resultado desejado.

  2. Não ceder: A criança precisa entender que nem sempre conseguirá aquilo que deseja e deverá aprender a lidar com a frustração.

  3. Ignore a birra: Não dê atenção ao mau comportamento. Quanto mais atenção dê à birra, mas reforçada ficará. Mas ajude a criança a compreender que com este comportamento não conseguirá obter o que deseja.

  4. Seja exemplo: Os pais, enquanto adultos de referência, devem dar o exemplo e assim não bater ou gritar com a criança. Esta é uma premissa que jamais deverá ser esquecida.

  5. Não tenha medo de impor autoridade: Evite medir forças com a criança e incorrer em negociações. Seja firme e mostre a criança quem impõe as regras em casa. Mas, lembre-se de que, dependendo da situação, poderá ser flexível de vez em quando.

  6. Dê castigos proporcionais: A criança deve compreender que seus atos têm consequências.  Portanto, o estabelecimento de castigos e limites claros é promotor do desenvolvimento da criança e por isso devem ser aplicados de acordo com a idade e o nível de compreensão da criança.

  7. Valorize a criança: Elogie, incentive e reforce o comportamento adequado e sobretudo tente manter a expectativa positiva face à criança, não culpabilizando-a e conseguindo diferenciar da criança do seu comportamento.

  8. Seja persistente: Mudar comportamentos não é tarefa fácil, principalmente quando exigem da criança competências e recursos que algumas ainda não desenvolveram.

  9. Estabeleça limites, regras e rotinas: As instruções devem ser curtas e claras e dê tempo para a criança cumprir o que lhe foi solicitado. Isto ajudará a criança a atingir os objetivos desejados e a sentir-se mais organizada internamente.

Caso o comportamento agressivo e as birras persistam, não hesite em procurar o apoio de um psicólogo habilitado!

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Enurese Infantil

O que é a Enurese Infantil?

É um problema frequente vivenciado por muitas crianças em idade escolar. Trata-se da micção involuntária a partir de uma idade na qual a criança já se deveria ter adquirido o controlo da bexiga. Na inexistência de situações adversas, cerca de 98% das crianças até aos 5 anos já fizeram o controlo dos esfíncteres.

O quadro de enurese apenas poderá ser diagnosticado se o comportamento de micção se manifestar com uma frequência de pelo menos dois episódios semanais durante pelo menos três meses consecutivos e não deve ser devido a nenhuma doença que possa explicar a incontinência, como espinha bífida, entre outras.

Entretanto, embora a frequência da micção seja menor, a enurese estará presente se o comportamento de micção involuntário ou voluntário por parte da criança lhe provoca mal-estar ou algum tipo de constrangimento nas interações sociais ou no seu desempenho académico.

Enurese InfantilQuais são as Causas da Enurese Noturna Infantil?

As causas podem ser inúmeras e cada criança é um caso isolado. Entretanto,  entre as principais causas encontram-se:

  • O atraso da maturidade vesical.
  • A produção inadequada de hormônio antidiurético durante a noite.
  • O sono muito profundo.
  • Infecções do trato urinário.
  • Lesões obstrutivas do trato urinário.
  • Problemas da espinha dorsal.
  • Problemas emocionais (ansiedade, depressão, stress, etc.)

Como Ajudar a Criança com Enurese Infantil?

A mudança do comportamento compreende uma série de estratégias e cabe ao profissional definir a mais adequada as necessidades da criança. Porém, a família pode ajudar se orientar a criança a:

  • Evitar o consumo de bebidas à noite.
  • Esvaziar a bexiga antes de dormir.
  • Fazer um calendário com a criança para apontar as noites “secas” e “molhadas”, devendo sempre elogiar as noites “secas”.
  • Não encorajar o uso de fraldas;
  • Evitar dramatizar a situação, uma vez que, em alguns quadros, as brigas e punições agravam a situação.
  • Deixar uma luz acesa;

É importante que a criança seja seguida numa consulta de especialidade para uma avaliação mais precisa e um adequado tratamento à especificidade da situação. Na maioria dos casos de enurese infantil a intervenção psicológica junto da criança e da família consegue auxiliar o problema com altos índices de sucesso.

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